Pedro Nunes

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Pedro Nunes foi um cosmógrafo e principalmente Matemático português, oriundo de Alcácer do Sal, onde nasceu em 1502, e morreu em 1578, com 76 anos de idade, em Coimbra. Pedro Nunes era de ascendência Judaica. Fez os seus estudos em artes, medicina e matemática, de 1520 a 1526, ano em que se tornou bacharel. Pensa-se que, posteriormente, terá frequentado a Universidade de Alcalá de Henares. Já em Lisboa, foi nomeado, por alvará régio de 16 de Novembro de 1529, cosmógrafo do reino, sendo então admitido, através de concurso para a Universidade de Lisboa, a 4 de Dezembro de 1529, para leccionar filosofia moral, vindo posteriormente a assegurar também as cadeiras de lógica e metafísica. Com a transferência da Universidade para Coimbra, em 1537, Pedro Nunes mudou-se também para lá, onde continuaria a ensinar, desta feita a carreira que assegurou de 16 de Outubro de 1544 até 4 de Fevereiro de 1562, ano da sua reforma. A partir de então ficou mais ligado à cidade de Coimbra embora, em 1572, estivesse de novo em Lisboa, no exercício do cargo de cosmógrafo-mor do reino (desde 1547), dando cursos de cosmografia e náutica aos pilotos das carreiras portuguesas. A mais original das suas obras intitula-se De Crepusculis (1542), onde descreve a sua principal e mais conhecida invenção – o Nónio. Este pequeno invento é uma pequena régua que desliza ao longo de outra e permite avaliar fracções da menor divisão desta última.

Um outro invento, o Nónio Circular, é uma pequena peça circular que desliza ao longo da circunferência de um círculo graduado e cuja construção e uso são análogos ao do Nónio Rectilíneo. Pedro Nunes também inventou as linhas de rumo, mais tarde designadas Loxodromias. Publicou numerosas obras, como o Tratado de Sphera (1537), um resumo do Tratado de Sacrobosco – Astromici Introductori de Sphaera Epilone; o já referido De Crepusculis e o De Arte Navigandi Libri Duo (1573), entre outros. A sua obra científica coloca-o entre os maiores matemáticos do seu século.



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